Para Pierre van Hooijdonk, a derrota na partida de despedida frente à Argélia não é má notícia para os Países Baixos. O antigo internacional sustenta que o desaire surge no momento certo para Ronald Koeman endurecer o discurso e afinar a competitividade do grupo.
Foi a primeira vez que a seleção neerlandesa perdeu um jogo nos 90 minutos desde a derrota por 2-1 com a Alemanha, na Liga das Nações, a 14 de outubro de 2024. E caiu ainda uma invencibilidade de 22 anos em jogos de despedida. Na quarta-feira, a Argélia foi mais forte.

“Acho que isto é muito bom”, disse Van Hooijdonk à NOS, sublinhando ter visto um Koeman especialmente picado. Segundo o analista, este tipo de abalo permite ao selecionador “bater o punho na mesa” nas conversas com a equipa e deixar claro que não está satisfeito. “Alguns precisam disso; têm de ser puxados pelas orelhas no momento certo”, acrescentou.
Após o encontro, Koeman também deixou reparos a alguns jogadores. Um deles foi Jorrel Hato, lateral-esquerdo lançado na segunda parte, a quem o selecionador pediu que “usasse mais a cabeça”.
