Daniel Siebert, 42 anos, assinou uma atuação segura e equilibrada na final da Liga dos Campeões, em Budapeste, encontrando o ponto certo entre o diálogo com os jogadores e a aplicação das regras. O árbitro alemão deixou o jogo fluir sempre que possível, privilegiou a comunicação em vez da ameaça constante de cartões e evitou protagonismos — postura que lhe valeu nota 1 do Kicker e elogios de várias frentes, incluindo do responsável máximo da arbitragem alemã, Knut Kircher, que destacou “uma gestão de jogo muito focada e linear”.

Sem perder a mão firme, Siebert mostrou critério em momentos-chave: não permitiu a marcação de um canto ao Arsenal antes do intervalo por entender haver queima de tempo, sancionou um lançamento lateral mal executado — algo raro a este nível —, assinalou com acerto um penálti para o PSG e recusou outro para o Arsenal quando Noni Madueke procurou cavar a infração. Mikel Arteta protestou de início, mas mais tarde acabou por recuar e deixou de sustentar que tivesse havido grande penalidade clara.
A exibição na decisão europeia, somada às dez partidas dirigidas por Siebert na presente edição da Liga dos Campeões, pareceria uma forte credencial para o próximo Mundial. Ainda assim, a FIFA optou por não o incluir na lista de árbitros para a competição, uma decisão que causa estranheza face ao nível exibido pelo alemão na maior montra do futebol de clubes.
