Em Turim, todos fizeram questão de estar presentes para recordar as 39 vítimas da tragédia de Heysel. A Juventus assinalou o momento, o Torino juntou-se à homenagem nas redes sociais e, nas bancadas e ecrãs, muitos adeptos bianconeri voltaram a sentir pele de galinha — há memórias que não se apagam, mesmo 41 anos depois.
Claudio Zuliani, em reflexão editorial, lamenta contudo a "memória curta" de parte da comunicação social, que, segundo escreve, não terá dado o devido relevo àquela noite trágica. Para o jornalista, a tragédia não tem cores, exige partilha e união nacional — algo que, diz, ainda hoje nem sempre se encontra, persistindo até provocações deslocadas.
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Entre a comoção e o simbolismo do dia, a Juventus aproveitou para um primeiro encontro diretivo. A prioridade, de acordo com o que transparece, passa por assentar bases de um projeto competitivo e coeso, com linhas comuns para o mercado. O chamado "engenheiro" promete estar próximo da equipa e dos dirigentes, garantindo investimentos para trabalhar com tranquilidade.
A situação, ainda em evolução, entra agora nos primeiros passos da nova época. Treinador e administrador‑delegado apontam a uma temporada ambiciosa, mas condicionada pelo que for feito no mercado. Zuliani escreve que Spalletti só ficará satisfeito se chegarem jogadores que considere úteis para voltar a vencer, admitindo perplexidade com as primeiras movimentações — de Da Silva a Alisson, passando por Vlahovic — e lembrando que o "mercado a sério" ainda não começou.
As garantias da propriedade podem não chegar, alerta, se a execução não corresponder às necessidades do treinador. Se Comolli trouxer jogadores fortes e ajustados à ideia de jogo, ótimo; caso contrário… fica o aviso de que há trabalho por fazer para recentrar todos os olhares no mesmo objetivo comum.
