Os Estados Unidos encaram a Alemanha, este sábado (20h30), em Chicago, naquele que será o último teste antes do pontapé de saída no Mundial 2026. Mauricio Pochettino, selecionador dos EUA desde setembro de 2024, surgiu descontraído na conferência de imprensa da véspera, ainda embalado pelo triunfo por 3-2 sobre o Senegal, alcançado cinco dias antes — a primeira vitória do ano do Mundial.
“Organizar um Mundial com uma equipa como os Estados Unidos é um enorme desafio”, reconheceu o argentino, explicando o que o motivou a aceitar o projeto: a adrenalina de competir com os melhores e a vontade de ajudar uma estrutura ainda jovem no país para que o ‘soccer’ continue a crescer. E enfrentar a Alemanha em Chicago, garante, é precisamente mais uma oportunidade de medir forças com um dos melhores.
Pochettino sublinhou que os particulares realizados em 2026 contra Bélgica (2-5) e Portugal (0-2) foram “excelentes para melhorar e aprender o que não devemos fazer e como devemos abordar o jogo”. O foco agora está na estreia do anfitrião frente ao Paraguai, a 13 de junho (3h00), separada por um único ensaio: o duelo com a Mannschaft.

O selecionador tem, aliás, uma memória recente no Soldier Field frente a um adversário alemão. Em agosto de 2023, então no Chelsea, empatou 1-1 com o Borussia Dortmund no mesmo palco. “Não são boas memórias”, admitiu com um sorriso, não pelo resultado, “mas porque permitimos algumas situações que não foram boas”.
Na gestão do plantel, Pochettino confirmou uma baixa: Chris Richards volta a ficar de fora devido a problemas no tornozelo. A prioridade, reforçou, é equilibrar competitividade e prudência a uma semana do arranque: “Queremos ser competitivos, mas garantir que todos se mantêm em condições ideais e que não acontece nada de negativo.”
Já Brenden Aaronson, um dos dez internacionais norte-americanos com passagem pela Bundesliga, está disponível. O médio regressou após ter falhado um treino para, em South Jersey, casar com a namorada de longa data, numa cerimónia planeada há quase dois anos. “A pessoa vem sempre primeiro”, frisou Pochettino, explicando que tudo foi articulado com antecedência. “Todos ficámos felizes. Ele estava feliz. A família estava feliz. A esposa agora está feliz.”
