Leo Dragicevic, conhecido intermediário de mercado, deixou duras críticas ao momento do Milan após o “reset” diretivo promovido por Gerry Cardinale. Em declarações à TMW, o agente afirmou que, “desde que Maldini saiu, o Milan está em dificuldades”, lembrando que Stefano Pioli, entretanto despedido, “deu o Scudetto e um bom ambiente à equipa”, elogiando também o trabalho do seu adjunto, Luciano Vulcano. “As pessoas esquecem-se do que de bom foi feito. Assim que chegam maus resultados, tudo é apagado”, atirou.
Para Dragicevic, o problema está também no mercado e no scouting. O Milan, diz, “está a perder muitos jovens promissores e não está a contratar os reforços certos para o seu sistema e para o futebol italiano”. E deixou um aviso interno: “Liberali não pode, de todo, perder-se. É um talento extraordinário que em breve chegará à seleção.” O agente reclamou ainda por um reforço do departamento de prospeção e revelou um caso concreto: “Ofereci-lhes o Rudy Matondo em janeiro passado por apenas 500 mil euros. Agora vale 20 milhões. Daqui a dois anos valerá 80 milhões.”
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Nas escolhas para o ataque, Dragicevic considerou que “Fulkurg não foi uma boa opção”, defendendo que Francesco Camarda poderá encaixar melhor “pela garra e determinação”, fatores que, segundo ele, trazem resultados. “Fulkurg não os teve… só um golo, lembro-me”, disse.
O intermediário apontou ainda “estranhezas” no projeto de Cardinale, materializadas na contestação prolongada dos adeptos, e citou exemplos de gestão de ativos: “Se compras David Odogu por 7 milhões, tem de ser um projeto do clube e jogar, não apenas duas partidas. Mais valia emprestar.” Mencionou também Silvano Vos, “com enorme potencial”, contratado por 3 milhões de euros, “mas nunca sequer perto da primeira equipa”. “Há muitos outros casos semelhantes. Tare não teve muito apoio”, acrescentou, esperando que o clube escolha “em breve um treinador e um diretor de alto nível”, sublinhando, porém, a urgência: “o tempo passa e um clube grande tem de reagir rápido”.
Apesar das críticas, Dragicevic mantém uma previsão ambiciosa para os rossoneri: “Acredito que o futuro será melhor do que o do ano passado e que o Milan vencerá o Scudetto na próxima época e jogará a Champions. Mas sem um treinador de topo e um dirigente de topo, que saibam fazer um bom mercado, tudo será difícil.”
