A seleção espanhola arrancou a sua caminhada de preparação para a Copa do Mundo 2026, nos EUA, México e Canadá, com um empate 1-1 diante do Iraque, em Riazor. Para lá do resultado, o encontro no reduto do Deportivo da Corunha ficará na memória pelo forte selo da Real Sociedad: dois estreantes saídos de Zubieta e o regresso de Sergio Gómez à equipa A.
Sem Mikel Oyarzabal, poupado por precaução juntamente com o núcleo que deverá ser titular na grande competição, o peso “txuri-urdin” recaiu sobre o grupo de apoio reunido por Luis de la Fuente. Dos nove jogadores chamados para completar a preparação em Las Rozas, os três representantes da Real Sociedad somaram minutos, com duas estreias absolutas confirmadas.

A noite foi especialmente marcante para Jon Martín, lançado a titular no eixo defensivo. O jovem central rubricou uma exibição segura e madura, exibindo solidez ao lado de Laporte na primeira parte e mantendo o nível após o intervalo com Eric García. Ainda assim, acabou ligado, de forma involuntária, ao golo do empate do Iraque: Doski tentou um cruzamento pela esquerda que Jon Martín não conseguiu travar e a bola transformou-se num centro-remate traiçoeiro que bateu o guarda-redes Joan García. Pouco a apontar ao canterano de Lasarte.
No reatamento, surgiu o momento para os outros dois realistas. Ao intervalo, Sergio Gómez rendeu Grimaldo no corredor esquerdo. Polivalente e já internacional A desde 2024, cumpriu com critério num jogo sólido, praticamente sem permitir espaços atrás, ainda que com menor projeção ofensiva.
A cereja no topo do bolo chegou aos 58 minutos, com a entrada de Beñat Turrientes, em simultâneo com Javi Guerra, numa autêntica revolução do meio-campo. O médio de Beasain assinou uma estreia de sonho, com mais de meia hora de personalidade forte: muito ativo, sempre a pedir bola e a cobrir grande raio de ação. Um sinal claro de que a fábrica de Zubieta continua a alimentar o presente e o futuro da seleção espanhola.
