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Champions League

David Prats: "Xavi foi o treinador que mais me marcou"

David Prats, ex-analista de Xavi Hernández no Barcelona, foi nomeado treinador do ano na Qatar Stars League após levar o Al-Shamal ao segundo lugar e à qualificação para a Liga dos Campeões Asiática. Prats discute a sua temporada de sucesso, a adaptação dos jogadores espanhóis em Qatar e o seu futuro como treinador principal.

11 de junho de 2026Global
David Prats: "Xavi foi o treinador que mais me marcou"

David Prats (Badalona, 1979) é um dos responsáveis por moldar o futebol na Qatar Stars League. Juntamente com outros técnicos como Tintín Márquez, Rubén Albés e Vicente Moreno, Prats tem transformado o futebol asiático com ideias inovadoras, obtendo excelentes resultados. Prats foi o responsável por levar uma equipa que lutava para não descer até à Liga dos Campeões Asiática. Ex-analista de Xavi Hernández durante a sua passagem como treinador, David fala ao MARCA após garantir um histórico segundo lugar na classificação e receber o prémio de treinador do ano da liga.

P: Temos à frente o treinador do ano da Qatar Stars League. Como avalia a temporada?
R: "Através de muito trabalho, paixão e um grupo humano excelente, conseguimos ter uma equipa que acredita no que estamos a fazer e numa ideia de jogo. Isso levou-nos a chegar à última jornada a competir pela liga e a jogar bom futebol. Estou muito satisfeito".

P: Quais são os objetivos para a próxima temporada para David Prats e para o Al-Shamal?
R: "O principal objetivo do clube é estabelecer-se como uma equipa de primeira divisão, com estabilidade, um projeto e uma ideia. A partir daí, continuar a crescer".

P: A sua equipa conta com jogadores espanhóis, especialmente da La Masía. Como se adaptaram Álex Collado e Pau Prim?
R: "Estão a adaptar-se bem. O Álex já tinha alguma experiência em Arábia Saudita. O Pau chegou em dezembro emprestado e estou muito satisfeito com ele. Ambos se adaptaram muito bem e têm-nos ajudado bastante".

P: Porque acredita que o jogador espanhol se adapta facilmente à Qatar Stars League?
R: "Quando jogas nesta liga e foste formado em clubes de Espanha, a qualidade está acima do que é Qatar".

P: Acredita que é importante ter um treinador como Lopetegui a dirigir a seleção nacional?
R: "Sim. Eles qualificaram-se pela primeira vez para um Mundial porque na anterior foram anfitriões, e isso já foi um sucesso. Aqui somos uma comunidade. Com tantos treinadores e jogadores espanhóis, sentimo-nos mais em casa. A capital do Qatar é pequena, estamos sempre a cruzar-nos e isso facilita muito".

P: Como começou a sua carreira no futebol?
R: "Vim para cá na primeira etapa com Xavi no Al Sadd como treinador do filial e assistente do primeiro time. O nosso objetivo era construir um projeto em que os jovens jogadores pudessem subir. Foi uma experiência muito gratificante".

P: Porque decidiu dar o passo e tornar-se treinador principal?
R: "Quando acabou a etapa no Barça, o Xavi queria descansar. Durante esse tempo surgiu esta proposta e falei com ele sobre a situação. Ele disse que queria descansar, mas que se surgisse algo que nos motivasse, deveríamos avançar. Assim, aceitei, o meu perfil encaixou no clube e aqui estou".

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P: O que significa Xavi Hernández para si?
R: "Significa muito. Cresci com ele e somos amigos. Ele apostou em mim para vir aqui e fazer parte da sua equipa de trabalho. É uma pessoa em quem confio, discutimos muito sobre futebol e trocamos conselhos".

P: Como viveram a época no Barcelona? Acredita que foram um pouco injustos com ele?
R: "Acredito que sim. Chegámos ao clube numa situação delicada, precisávamos de um impulso e de devolver a confiança aos adeptos. Não se tratam apenas dos resultados, mas também dos jovens jogadores em quem se apostou e que receberam muita confiança. Tudo isso deve-se em grande parte ao Xavi, que apostou em jogadores como Lamine Yamal e Pau Cubarsí".

P: O treinador espanhol está na moda?
R: "Em Espanha temos uma formação e uma paixão pelo futebol que são de topo, e isso é contagiante. Se um treinador tem paixão, consegue transmiti-la, e quando uma equipa joga com paixão, pode alcançar grandes feitos".

P: Há algum treinador no qual se inspire?
R: "O que mais me marcou sempre foi o Xavi, mas como trabalhei como analista, gosto de observar jogos e "roubar ideias" de outros treinadores. Gosto muito das equipas de Guardiola, Luis Enrique e Unai Emery".

P: Em que equipa vê Xavi?
R: "Vejo-o em qualquer equipa porque tem capacidade de liderança. Ele não parece ter pressa para treinar, muitas vezes fala sobre a possibilidade de um projeto a longo prazo na seleção, e parece estar mais entusiasmado com isso do que com um grande clube europeu agora".

P: Voltaria a trabalhar com ele ou prefere seguir o seu caminho como treinador principal?
R: "Neste momento estou numa fase profissional e pessoal que me dá muito prazer como treinador principal. Se o Xavi aceitasse um novo desafio agora, seria difícil para mim deixar esta oportunidade, pois estou a desfrutar de algo que sempre sonhei".

P: Como vê a Seleção Espanhola para o Mundial?
R: "Vejo-a com um potencial incrível. É uma das favoritas. Contudo, ir a um Mundial traz responsabilidades e o futebol é feito de detalhes, mas com jogadores como Pedri e Rodri, temos sempre que estar entre os favoritos".

P: Se pudesse escolher um jogador da Seleção Espanhola para trazer para o Al-Shamal, quem seria?
R: "Levaria qualquer um com os olhos fechados, mas se tivesse que escolher, ficaria com o Gavi ou o Fermín. Ambos têm uma paixão e um carácter competitivo extraordinários".

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