Thibaut Courtois mostrou-se entusiasmado com o reencontro com José Mourinho, agora confirmado como novo treinador do Real Madrid, sucedendo a Álvaro Arbeloa. O técnico português, de 63 anos, regressa a um clube onde já orientou entre 2010 e 2013, período em que conquistou um título da LaLiga e alimentou uma rivalidade feroz com o Barcelona de Pep Guardiola.
Courtois, que trabalhou com Mourinho no Chelsea, elogiou a forma directa de liderar do treinador e lembrou um episódio marcante da sua passagem por Londres. "Tivemos os nossos arrufos ocasionais, claro", começou por dizer, sorridente. "Por exemplo, deixou-me no banco contra o Everton porque tinha falhado dois cruzamentos no jogo anterior com o Aston Villa. Era a forma dele de me espicaçar. Na semana seguinte, voltei à baliza contra o West Ham e fiz cinco ou seis defesas cruciais. O Mourinho é um treinador muito directo; eu sou igual. A nossa relação sempre foi muito boa."

Desde que chegou ao Real Madrid em 2018, Courtois soma 129 balizas invioladas, o quarto melhor registo entre guarda-redes das cinco principais ligas europeias nesse período. Entre guardiões com 50 ou mais jogos, o belga apresenta uma taxa de defesas de 74,3%, a terceira melhor, apenas superado por Gianluigi Buffon (74,6%) e Mile Svilar (75,1%).
A cumprir 34 anos e com apenas um ano por cumprir no contrato, o internacional belga admite alguma incerteza natural, mas mantém a confiança. "No Real Madrid, a regra que prevalece é que, a partir dos 30 anos, as renovações são feitas de ano a ano. Por isso, estou tranquilo. Se mantiver o nível, renovar não será problema. O Real é um clube de topo e, em algum momento, irá ponderar um sucessor. Idealmente, gostava de terminar a carreira em Madrid", afirmou.
O reencontro entre Courtois e Mourinho promete marcar o arranque da nova era merengue, com o guarda-redes a assumir-se, novamente, como peça-chave do projecto sob a batuta do treinador português.
