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Premier League

Coluna de Tony Pulis: “Ele mostrou porque os bons treinadores precisam de tempo”

Tony Pulis assina uma coluna em que defende a importância do tempo para os treinadores e escolhe os nomes que mais o impressionaram em 2023/24. Entre Arsenal e Manchester City, elogia Mikel Arteta e Pep Guardiola, mas também sublinha o trabalho de Keith Andrews (Brentford) e Andoni Iraola (Bournemouth), este último a garantir a primeira presença europeia do clube. Pulis destaca ainda Daniel Farke (Leeds), Régis Le Bris (Sunderland) e vários técnicos em destaque nas divisões inferiores, reforçando que a paciência pode trazer resultados sustentáveis.

11 de junho de 2026Global
Coluna de Tony Pulis: “Ele mostrou porque os bons treinadores precisam de tempo”

Tony Pulis, antigo treinador distinguido na Premier League e nas divisões inferiores inglesas, assinou uma coluna em que defende que bons treinadores precisam de tempo para impor ideias e construir equipas vencedoras. Olhando para a temporada 2023/24 e para os prémios da League Managers Association (LMA), Pulis identifica os técnicos que mais o impressionaram, do topo da Premier League às ligas inferiores.

No topo, Pulis aponta Arsenal e Manchester City como as equipas mais fortes, elogiando o trabalho de Mikel Arteta e Pep Guardiola — candidatos naturais ao prémio individual da época. Ainda assim, o galês faz questão de olhar para além do campeão e sublinha os que superaram expectativas.

Entre eles, destaca Keith Andrews, no Brentford, que na sua primeira época como treinador evitou a descida e quase conquistou um lugar europeu, contrariando previsões de início de época. Pulis reserva também elogios a Andoni Iraola, no Bournemouth: apesar de ter começado mal (precisou de 10 jogos para somar a primeira vitória no campeonato), o espanhol consolidou a equipa ao longo de três épocas, manteve o crescimento apesar de vendas importantes e concluiu 2023/24 com qualificação europeia — a primeira da história do clube. Para Pulis, é um exemplo claro de como a paciência pode recompensar: dado o tempo, “os bons treinadores” acabam por mostrar resultados. O técnico acrescenta que Iraola deverá deixar o clube neste verão.

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Pulis estende a análise a Daniel Farke, no Leeds, salientando a recuperação quando a pressão apertou no final de novembro, e a Régis Le Bris, no Sunderland, ambos a contrariar a tendência recente de equipas promovidas não conseguirem manter-se. Na sua leitura, Leeds e Sunderland provaram que a permanência é possível.

Na pirâmide inglesa, o ex-treinador reserva destaque para quem superou constrangimentos orçamentais. Em 2023/24, Bromley, MK Dons e Cambridge United realizaram épocas de grande nível na League Two, com Andy Woodman, Paul Warne e Neil Harris a recolherem méritos especiais — realce para a série invicta de 21 jogos do Bromley entre dezembro e março, coroada com o título. Um patamar acima, Lincoln e Cardiff “excederam as expectativas”, com Pulis a elogiar o trabalho de Michael Skubala nos Imps e de Brian Barry-Murphy nos Bluebirds.

A pensar no que aí vem, o galês salienta que Coventry e Ipswich asseguraram a promoção automática, e deixa um desafio a Kieran McKenna: depois de três subidas em quatro anos e uma descida na primeira época de Premier League, terá aprendido as lições para encarar o próximo passo? Sobre Frank Lampard, agora no Coventry, Pulis lembra que conhece bem o topo inglês, mas que o sucesso vai depender muito da qualidade das contratações.

Num tom mais amplo, Pulis reflete sobre a instabilidade crescente da profissão, lembrando que a “época das chicotadas” já não é exclusiva de outubro e se estende ao pós-Ano Novo e ao fim de época. Relembra os antigos seminários de treinadores em Lilleshall, momentos de partilha e aprendizagem que desapareceram, e deixa um conselho simples aos novos técnicos: nada substitui a experiência direta do banco. “Ninguém compreende o trabalho de um treinador até se sentar naquela cadeira.”


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