Craig Bellamy, selecionador do País de Gales, acredita que o futuro internacional de Lewis Koumas passa pelo papel de ponta‑de‑lança. O jovem do Liverpool, de 20 anos, estreou-se a marcar pela seleção galesa no empate 1-1 frente ao Gana, em amigável disputado no Estádio Cardiff City, e reforçou a convicção do treinador.
“Vemo-lo como um ‘9’ porque não temos muitos avançados-centro a surgir e, pelo contrário, dispomos de vários extremos, e de grande qualidade”, explicou Bellamy, sublinhando que Koumas também pode ser uma mais‑valia nas alas, mas que a necessidade no eixo do ataque tem levado a equipa técnica a utilizá‑lo e a treiná‑lo nessa função. “Ele tem sido elétrico.”
Formado no Liverpool, Koumas passou grande parte do início de carreira a atuar sobre a esquerda. Ainda assim, Bellamy tem-lhe dado minutos como referência ofensiva — já o tinha lançado nessa posição no amigável de março com a Irlanda do Norte — e gostou do impacto recente. “Hoje, quando entrou, faltou um pouco de critério, mas é normal. Vejo-o como um jogador de futuro para o País de Gales e vai ter muito a dizer.”

Koumas cumpriu a segunda metade da época 2025/26 cedido ao Hull City, contribuindo para a subida aos escalões principais através do play-off do Championship. Antes, somara empréstimos a Birmingham City e Stoke City, quase sempre como extremo-esquerdo. Em termos de opções, Gales está bem servido nas alas, com nomes como Daniel James, Harry Wilson, Brennan Johnson, David Brooks e Sorba Thomas, mas sente falta de avançados de raiz.
Eliminado do acesso ao Mundial após perder a meia-final do play-off, em março, diante da Bósnia‑Herzegovina, o País de Gales encerra a época com um amigável na Roménia, no sábado (18h45 BST).
Já o Gana segue viagem para os Estados Unidos para preparar a participação na Copa do Mundo de 2026, onde foi sorteado no mesmo grupo de Inglaterra, Croácia e Panamá. Questionado sobre as perspetivas dos Black Stars, Bellamy notou a chegada de Carlos Queiroz ao comando técnico e destacou a ameaça em transição: “São perigosos pela velocidade na linha da frente. Se mantiverem solidez e vencerem o primeiro jogo, frente ao Panamá, podem abrir caminho para as eliminatórias. Croácia e Inglaterra serão desafios muito duros.”
